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Autonomia da criança
 
 
A autonomia da criança
 
A autonomia é uma necessidade emocional e social que surge na primeira infância (entre os 2 e os 3 anos) e que funciona como base para uma efectiva comunicação com o mundo e para a criação de um sentimento de segurança e auto-confiança .
A construção da autonomia tem por base a criança tornar-se progressivamente capaz de tomar decisões por ela mesma, considerando quais os factores relevantes para decidir qual o melhor caminho para a acção.
Vários estudos apontam para que por volta dos 2 anos as crianças começam a sentir uma maior independência, atrevem-se a fazer coisas e a desenvolver as suas capacidades. É altura de explorar o mundo e o seu corpo (querem caminhar sozinhas, comer sozinhas...). A partir daqui os pais e educadores devem aproveitar para estimular e incentivar esta necessidade de autonomia.
Na construção da autonomia, o principal e difícil papel dos pais é promover o grau certo de autonomia à criança. Com alguma frequência os pais adoptam uma de duas posturas que podem comprometer o correcto desenvolvimento desta capacidade: por um lado, se exigirem demasiada autonomia, a criança poderá sentir que não consegue corresponder às expectativas dos pais e sua auto-estima vai diminuir; por outro lado, se a autonomia não é estimulada, a criança pode ficar com a sensação de abandono e de dúvida sobre suas capacidades. Se a criança é demasiado amparada e/ou protegida, ela vai tornar-se frágil, insegura e envergonhada. Se exigirem demasiado da criança, ela poderá tornar-se descrente das suas capacidades. Assim, os pais têm que tentar dar à criança a sensação de autonomia e, ao mesmo tempo, estar sempre por perto, prontos a auxiliá-la nos momentos em que a tarefa estiver além de suas capacidades, e explicar de forma assertiva quando não estão a cumprir as regras.
É comum nas crianças hiperactivas existir uma maior dificuldade na interiorização e cumprimento de regras e padrões, o que, consequentemente, dificulta a construção de um sentido de autonomia. Nesta situação concreta, a actuação dos pais e educadores torna-se ainda mais difícil, uma vez que terão de encontrar o equilíbrio entre uma rotina e regras rígidas e a promoção da autonomia.
O processo de promoção da autonomia nas crianças hiperactivas é semelhante ao das crianças sem este diagnóstico, sendo apenas necessário ter em consideração alguns factores específicos inerentes a esta perturbação. Assim, comece por “exigir” que a sua criança comece por fazer sozinha pequenas tarefas com a sua supervisão, explicando-lhe os pequenos passos que precisa percorrer até poder dar por terminada a tarefa. Mostre como se faz, utilize cartazes com a explicação dos passos que tem de seguir, transformem a tarefa numa actividade lúdica, num jogo, em que a cada avanço corresponda uma pontuação. Incentivem sempre, mesmo quando o resultado final não é o esperado... E nunca se esqueçam: é necessário uma grande dose de paciência e criatividade!...
 
Patrícia Moreira
Vanessa Queirós
publicado por energia-a-mais às 23:45 | comentar | favorito
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